Novamente eu implorei, novamente eu caí na desilução.
Por ti eu sangrei até ao cair da noite. Por ti eu pintei o céu de azul e troquei a lua pelo sol.
Não há mais nada que possa temer, não há mais nada que me faça querer viver.
Eras o fogo que me esquentava o coração, eras o calor que me protegia do ódio.
O cansaço apodera-se de mim, toda a magia em meu redor transformou-se em grãos de areia que escorrem entre os meus dedos.
O Vazio transformou os meus olhos em meros espelhos baços,
Tentei esconder-me da vida e do seu lado sádico, mas em vão.
Ela cobre-me com a sua agonia, sufocando-me lentamente até à morte.
Toda a beleza à minha volta não existe, são ilusões macrabas para me prender à vida.
Nada me pertence e nada me pertenceu para além da dor.
O último pedaço de mim transformou-se em cinzas, o céu voltou a escurecer.
Nada disto faz sentido, nada disto fará sentido.
Este é o meu último suspiro.

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