quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Amar é Suícidio




Vazio que me preenche a alma,
Que me corta violentamente a vontade de viver
Que me arranca pedaços do meu coração,
Já não consigo sentir, já não consigo ver
Os meus olhos observam apenas a solidão,

O negro à minha volta cobre todo o meu corpo
Queima o meu espírito
Faz-me gritar por ti,
O meu coração está morto
Eu sei que não virás mesmo assim

Aconchegar-me desta loucura
Tirar-me desta ilusão que me tortura
As minhas feridas sangram sem parar
A minha dor angustia-me até delirar

Cravaste-me a desilusão na minha mente
Ferindo-a com ilusões e mentiras
Amei-te, e continuo a amar-te apesar das minhas feridas,
Os meus braços estão estendidos

Estendo-os diante de ti,
Ingenuamente imploro pelo teu conforto
Amargamente tento esquecer o que fizeste de mim,
O sangue é demasiado, o meu coração é torturado
A cada segundo que respiro sem ti,

O tempo continua mas a dor não se irá apagar,
Preciso do teu abraço para me aquecer
Preciso de ti para viver
E isso eu não estou permitida de mudar,

As minhas lágrimas caiem sobre o negro à minha volta
E se misturam com o sangue das minhas feridas,
Farta de chorar, imploro que chegue a minha hora
A vida magoa-me, assim como te amar me magoa e me corrompe

Corta-me por dentro,
Mutila-me e arrasta-me para o abismo,
Amar é o meu erro,
E amar-te é o meu suicídio

Daria a minha vida por ti
O meu coração já não bate
Fecho os olhos e sorriu
A minha vida finalmente chegou ao fim

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ansência




Por mais que as minhas mãos trémulas te procurem no escuro eu não te irei encontrar, nem irei sentir o calor do teu corpo.
Sinto-me a cair...o meu coração é rasgado a cada segundo que passa ao pensar em ti. Tu sempre foste a luz que me aqueceu e me mostrou o caminho, mas não hoje. Hoje apenas vejo o negro desta amargura, deste sufoco que é estar longe de ti.
Sinto o frio a congelar os meus ossos, como lâminas afiadas que me penetram no corpo e me fazem tremer cada vez mais. Por mais que a minha consciência tente controlar o que o meu coração quer sentir, contínuo a perder-me nesta imensa escuridão que permanece à minha volta. É inútil negar ou fingir que não preciso de ti. É inútil sorrir quando a minha alma mergulha numa dor descontrolável. As lágrimas escorrem-me pela face gelada, sinto-me a cair...a cair cada vez mais fundo...
Sempre tive o teu calor que me aquecia o corpo, sempre tive a tua mão estendida perante mim para me levantar deste chão sangrento, mas hoje não.
Sinto a tua falta, preciso de ti agora. Algo está a sufocar-me, não consigo respirar, estou a perder as forças...a tua ausência tira-me constantemente gotas do meu sangue, faz-me corroer todo o meu espírito.
Sinto-me a afogar...
As feridas não fecham.
Estou fria.
Mutilada por todo o meu corpo, todo o meu coração sangra.
As lágrimas escorrem com uma enorme intensidade.
Os meus gritos já se estão a tornar mudos.
Preciso de ti, não consigo suportar mais, mutilas-me com a tua ausência!
Aquece-me, estou a deixar de me sentir viva.
O tempo não avança por mais que eu peça, por mais que sangre ou por mais que eu grite desesperadamente, só para chegue mais depressa o momento em que estarás a meu lado.
Caí completamente no chão.
Amor...
Já não consigo gritar, já não sinto, simplesmente já não respiro...