terça-feira, 1 de setembro de 2015


Trancada, isolada da minha própria existência. A minha alma corroí-se em mil bocados sempre que abro os olhos e encaro a realidade. 

Não há saída, não há forma de me livrar dos espinhos que a vida colocou no meu caminho. O destino não me deixou absolutamente nada para além do sufoco. Eu sinto que não há forma de recuperar o tempo perdido, nem o tempo que ainda me falta viver. Porque não consigo quebrar a barreira que me separa da vida?

Eu não me quero sentir assim... a dor invade-me o peito e contamina-me por completo. Nada é o mesmo, nada será o mesmo. Procuro uma forma de fechar as feridas que teimam em sangrar, procuro a paz que a minha alma precisa...

Mas no final, não há saída