
Se eu te pedisse para desenhares a minha alma,
As tintas manchariam uma tela branca em tons cinzentos e negros.
Por mais vezes que eu grite, nunca será suficientemente alto,
Por mais vezes que caminhe, nunca encontrarei o caminho.
A fúria desta tempestade impede-me de respirar.
Realmente desejas que eu continue?
O meu coração está demasiado queimado para sentir,
O veneno da chuva cai ao meu redor, cada vez com mais intensidade.
Não importa as vezes que tente respirar, quando simplesmente já não tenho folgo.
Não importa as vezes que tente mentir, se a mentira nunca se tornará real.
Continuas a querer que viva desta maneira?
Realmente desejas que eu continue?
Pedes-me intensamente que continue a caminhar, mas os espinhos já se tornaram demasiadamente insuportáveis.
Simplesmente já não consigo ouvir a trovoada ao meu redor, prefiro não acordar.
Queima, tudo queima dentro de mim.
Não importa os minutos, os dias ou os anos que ainda me restam viver, se a minha alma já nada sente.
Mesmo assim, ainda desejas que eu continue?






