
Os meus olhos ardem, queimam ao mesmo tempo que a minha alma sufoca.
Ardem por observarem tanta desilusão. Tantos grãos de areia que me protegiam da realidade, e que agora caíram no chão. Como acharias que me iria sentir? Quando o acumular de mentiras me fizesse acordar? Quando a lamina que me fincavas na pele fosse fundo o suficiente para me fazer sangrar desta maneira?
Ás vezes tento fingir que o que os meus olhos vêem não é a realidade. Que a realidade é mentira, e que a mentira é a realidade. Mas por vezes isso não é suficiente para não me magoar nem para esquecer.
Os dias azuis são agora cinzentos, tendo a escurecer cada vez mais à medida que o tempo passa. A magia que existia desapareceu, já nada disto faz sentido. Empurraste-me lentamente para o abismo, ignorando o que sentia, fingindo que o passado não existe. Agora estou a sangrar enquanto tu observas friamente. Pergunto-me como não me protegi de ti? Talvez porque ainda acreditava estupidamente que não me iriam fazer isto de novo. Talvez porque me tinha sarado e acreditado que tu eras diferente. Não consigo ver, os meus olhos continuam a arder, não consigo acreditar...não consigo aceitar nem ver o que fizeste comigo. Tantos cortes na minha alma que não param de sangrar...tanta dor que se imergiu no meu espírito, na minha pele, nos meus olhos! És uma desilusão...
gostei do post sentido e profundo :) gosto do que escreves e como o escreves. bjs
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