domingo, 18 de janeiro de 2009

Dia cinzento


Hoje é um dia cinzento em que a névoa cobre a atmosfera. Cinzento e amargo, recheado de nostalgia.
As dúvidas e as incertezas vagueiam pela minha mente, sinto-te distante de mim.
Todo este nevoeiro apaga-me o caminho, tirando-me o rumo por onde devia de seguir.
É um dia cinzento e doloroso, cinzento e sofrido, um dia que me trouxe um pouco mais de desconforto.
Ouço o som do desespero no meu coração, gritando por um novo dia.
Sinto que o teu olhar está distante, as tuas mãos estão frias, eu não consigo sentir o teu calor.
Cinzento está o dia de hoje, coberto por nuvens carregadas de agonia e tristeza.
Caminho pelo nada neste nevoeiro, sei que hoje não estás presente, não hoje...
O pânico instalou-se dentro de mim, o sufoco toma conta do meu espírito. Não ouço a tua voz a chamar por mim, apenas ouço as vozes que continuam a gritar na minha mente para que este dia chegue ao fim.
Os meus pensamentos afundam-me neste fumo cinzento em minha volta, o meu coração não responde às minhas perguntas.
Vagueio por entre esta incerteza e a esperança se escassa e me fere.
Como está cinzento o dia, apagando lentamente a minha vida.
Eu sei que não estás do outro lado à minha espera, deixei de te sentir e vi nos teus olhos uma chama que se apagou.
Hoje é um dia cinzento e nublado, é o dia em que te deixei de ter a
o pé de mim...

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